Enquanto a recuperação judicial domina as manchetes e os debates jurídicos, a recuperação extrajudicial permanece como o "primo esquecido" do sistema de insolvência brasileiro. E isso é um problema, porque em muitos casos ela é a melhor opção disponível.
A recuperação extrajudicial é mais rápida (meses em vez de anos), mais barata (custos processuais significativamente menores), mais discreta (preserva a imagem da empresa) e menos desgastante (evita a exposição pública e a supervisão judicial constante). Para empresas que identificam a crise cedo e ainda têm credibilidade perante seus credores, ela deveria ser a primeira opção, não a última.
No entanto, os números mostram que a recuperação extrajudicial representa menos de 5% dos processos de insolvência no Brasil. A razão principal é simples: falta de informação. A maioria dos empresários sequer sabe que o instrumento existe, e muitos advogados generalistas não têm familiaridade com seus procedimentos.
A reforma de 2020 ampliou significativamente o alcance da recuperação extrajudicial, permitindo a inclusão de mais classes de credores e simplificando os procedimentos. Mas a mudança legislativa, por si só, não é suficiente. É preciso que a informação chegue a quem precisa — e é exatamente isso que o Stay Period se propõe a fazer.